DM (Blend #2): pastry stout de 15% entre centeio, bourbon, coco e baunilha
“A expectativa é de uma stout densa, doce e alcoólica, com coco, baunilha, chocolate escuro, carvalho e destilado em diálogo direto.”
DM (Blend #2) é uma stout de arquitetura maximalista: barril, álcool, coco e baunilha em primeiro plano. O interesse está menos na delicadeza e mais em como uma cerveja tão densa consegue ou não integrar doçura, madeira e potência.
Sobre a cerveja
A relevância da cerveja está na combinação de três camadas difíceis de equilibrar: uma base stout de alta densidade, barris de destilados norte-americanos e adjuntos intensos de confeitaria. Tecnicamente, uma Imperial Pastry Stout costuma trabalhar com corpo elevado, dulçor residual perceptível e ingredientes associados ao universo de sobremesa. Em 15% ABV, porém, a questão não é apenas intensidade: álcool, madeira, açúcares residuais e adjuntos precisam parecer integrados, não empilhados.
O nome DM (Blend #2) confirma uma segunda expressão identificada como blend, mas os dados disponíveis não detalham proporções, tempo de barril, idade dos barris, marcas de destilarias ou composição da base. Portanto, qualquer leitura sobre a estrutura do blend deve ser entendida como interpretação técnica, não como fato declarado pela cervejaria. Ainda assim, a presença simultânea de barris de rye e bourbon permite esperar um contraste interessante: o bourbon tende a sugerir baunilha, caramelo e coco; o rye pode trazer uma impressão mais seca, especiada e tensa.
A nota pública informada no Untappd é 4,70, com 646 avaliações, mas esse dado deve ser lido apenas como métrica de recepção em aplicativo, não como prova técnica de qualidade. Mais útil, para entender a cerveja, é observar sua construção: uma stout de alto teor alcoólico, com adjuntos aromáticos muito marcantes, colocada no ponto de encontro entre sobremesa líquida, madeira e destilado.
Origem & processo
Confirmado: DM (Blend #2) é uma colaboração entre Side Project Brewing, de St Louis, Missouri, e WeldWerks Brewing Co. O nome informa tratar-se do Blend #2, mas os dados fornecidos não explicam o significado de “DM”, nem detalham a composição exata do blend.
Confirmado: Imperial / Double Pastry Stout com 15% ABV, maturada em barris de rye e bourbon, finalizada com chips de coco cru, chips de coco tostado e um blend de favas de baunilha. Interpretação técnica: uma stout nesse estilo costuma partir de uma base escura, alcoólica e encorpada, na qual maltes torrados e açúcares residuais sustentam adjuntos de sobremesa. Expectativa sensorial provável: o coco cru pode contribuir com cremosidade aromática e impressão oleosa; o coco tostado tende a acrescentar notas mais tostadas e doces; a baunilha provavelmente amplia a percepção de maciez e sobremesa. Não há dados confirmados sobre maltes específicos, lúpulos, levedura, tempo de maturação, destilarias dos barris ou proporções do blend.
Os barris
Blending & cuvée
Perfil sensorial
Com base nos sabores percebidos informados, a expectativa aromática envolve baunilha, coco tostado, chocolate amargo, caramelo queimado, bourbon, centeio, carvalho, melaço e um traço escuro próximo de alcatrão. Como a descrição oficial confirma coco, baunilha e barris de rye/bourbon, essas direções são coerentes; ainda assim, a presença exata e a intensidade de cada nota variam por garrafa, temperatura e percepção individual.
Provavelmente doce, denso e orientado a sobremesa, com chocolate escuro, melaço e caramelo queimado sustentando coco e baunilha. O teor de 15% ABV indica uma cerveja de alta potência, na qual o álcool tende a aparecer como calor e estrutura, não apenas como número.
A expectativa técnica para uma Imperial / Double Pastry Stout desse teor é de corpo cheio, viscosidade perceptível e carbonatação contida a moderada, favorecendo sensação cremosa e longa permanência no palato.
O final tende a combinar doçura residual, madeira, baunilha, coco tostado e calor alcoólico. A presença de barril de rye pode ajudar a sugerir uma saída mais especiada ou seca, mas isso é uma inferência sensorial provável, não um dado confirmado.
Como beber
Abaixo disso, coco, baunilha e barril podem parecer comprimidos; acima disso, o álcool de 15% ABV pode se tornar dominante. A faixa intermediária tende a favorecer integração.
Antes de abrir: Manter a garrafa em pé e servir devagar. Em stouts densas e com adjuntos, uma abertura sem pressa ajuda a controlar espuma, sedimentos eventuais e concentração aromática.
No copo: Dez a vinte minutos costumam beneficiar cervejas desse perfil, pois a temperatura sobe gradualmente e libera notas de barril, coco e baunilha com mais clareza.
Evolução no copo
- 0–5 minMais fechada e compacta; a doçura, o álcool e a torra tendem a aparecer antes das nuances. Coco e baunilha podem surgir de forma mais direta, porém ainda pouco integrados.
- 5–15 minJanela provável de melhor leitura: barril, chocolate escuro, coco tostado e baunilha tendem a se organizar melhor. O calor alcoólico fica mais perceptível, mas também mais conectado ao conjunto.
- 15–30 minA cerveja pode ganhar amplitude aromática, com mais caramelo queimado, melaço, madeira e destilado. Se aquecer demais, o risco é o álcool e a doçura passarem a dominar.
Harmonização
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Brownie de chocolate amargo com pouca doçura — O chocolate amargo complementa a base torrada da stout, enquanto a menor doçura do prato evita saturar o palato.
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Torta de coco queimado — O coco tostado do prato conversa diretamente com a finalização declarada da cerveja, criando uma harmonização por semelhança.
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Queijo azul cremoso — A salinidade e o mofo do queijo contrastam com a doçura de sobremesa e ajudam a cortar a densidade da cerveja.
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Costela bovina assada com glaze levemente adocicado — A intensidade da carne acompanha o peso alcoólico e o corpo da stout, enquanto notas caramelizadas fazem ponte com bourbon, melaço e carvalho.
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Pudim de leite com calda de caramelo escuro — A textura cremosa e o caramelo dialogam com baunilha e bourbon, mas a calda mais escura ajuda a evitar uma combinação apenas açucarada.
Para quem é
- Quem aprecia Imperial Stouts muito densas, alcoólicas e maturadas em barril.
- Quem procura pastry stouts com presença clara de coco e baunilha.
- Quem gosta de perfis próximos a sobremesa, com bourbon, madeira, chocolate escuro e caramelo.
- Quem prefere degustar pequenas doses, com tempo de evolução na taça.
- Quem busca stout seca, amarga, leve ou centrada apenas em torra clássica.
- Quem evita dulçor residual alto.
- Quem não gosta de coco ou baunilha em cerveja.
- Quem prefere álcool discreto: em 15% ABV, algum calor é razoavelmente esperado.
Guarda
Com o tempo: Com o tempo, a cerveja pode arredondar álcool e barril, enquanto coco e baunilha tendem a perder nitidez. Notas de melaço, caramelo escuro e oxidação nobre podem ganhar espaço.
Atenção: Guardar muda a cerveja, não necessariamente melhora. O principal risco é perder frescor dos adjuntos e deixar doçura, madeira e oxidação mais evidentes.
Armazenamento: Em pé, ao abrigo de luz, em local fresco e estável, idealmente com pouca variação de temperatura.
Riscos de execução
- Álcool evidente demais — Em stouts de 15% ABV, corpo, dulçor residual, tempo de maturação e barril tendem a ajudar na integração; ainda assim, calor alcoólico é parte provável do perfil.
- Doçura excessiva — A presença de torra, chocolate amargo, madeira e, possivelmente, o caráter mais especiado do rye podem equilibrar a percepção doce, embora o estilo pastry aceite dulçor elevado.
- Adjuntos dominarem a base — Coco e baunilha são ingredientes de alto impacto; a base precisa ter densidade suficiente para sustentá-los. O ABV e o estilo indicam estrutura, mas não confirmam equilíbrio final em todas as garrafas.
- Barril sobrepor a cerveja — O uso de dois perfis de barril, rye e bourbon, pode oferecer contraste e camadas diferentes. Sem dados de proporção e tempo, não é possível afirmar como esse controle foi feito.
- Oxidação pesada — Em stouts fortes, alguma evolução oxidativa pode se aproximar de notas de melaço, frutas secas ou caramelo escuro; o risco é passar para papelão, xerez cansado ou perda de frescor dos adjuntos.
Se você conhece…
- Imperial Stout barrilada clássica— A semelhança está na alta densidade, no álcool elevado e na presença de madeira/destilado. A diferença é que DM (Blend #2) segue uma lógica pastry, com coco e baunilha declarados como parte central do perfil.
- Pastry Stout sem barril— Compartilha o foco em sobremesa, dulçor e adjuntos aromáticos, mas os barris de rye e bourbon acrescentam uma camada de madeira, destilado e calor que muda a estrutura da cerveja.
- Barleywine barrilado de alto ABV— Pode se aproximar na potência alcoólica, no caramelo escuro e no efeito do barril, mas a base stout tende a trazer torra, chocolate e corpo mais escuro, enquanto a barleywine costuma ser mais maltada e menos torrada.
Linha do tempo
O ritual
Abra com calma. Sirva pouco. Espere. A cerveja muda no copo — e é aí que ela conta a história dela.
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