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Possess Me

Possess Me: uma Double Hazy IPA construída em torno de Riwaka, Nelson Sauvin e Citra

Possess Me · Brujos Brewing · Portland, OR, United States

“Uma Imperial Hazy IPA que tende a combinar maracujá, goiaba, grapefruit, cítrico, uva branca e uma resina discreta sobre corpo macio.”

IPA - Imperial / Double New England / Hazy
8.80%ABV
4.42Untappd
maracujágoiabafrutas tropicaispinhaabacaxiwhite wineresina suavecitrusmelfloral herbáceo
Leitura RBB

Possess Me parece menos interessada em amargor agressivo e mais em densidade aromática: uma Double Hazy IPA de leitura neozelandesa, tropical e vinosa, com Citra ajudando a dar eixo cítrico. É cerveja para beber com atenção, não para gelar demais e apagar as camadas.

Sobre a cerveja

O ponto central de Possess Me é a concentração aromática: trata-se, conforme a descrição confirmada, de uma DDH Imperial Hazy India Pale Ale com 8,8% ABV, feita pela Brujos Brewing, de Portland, Oregon. A cervejaria se apresenta com a frase “Crafting Liquid Spells”, e a própria escolha do nome — Possess Me — conversa com esse imaginário ritualístico; isso é uma leitura editorial, não uma explicação oficial do nome.

O que está confirmado na receita é particularmente relevante: Eggers Riwaka, Quantom Nelson from Abstrax, Nelson Sauvin e Citra. Riwaka e Nelson Sauvin, ambos associados à Nova Zelândia nos dados técnicos fornecidos, carregam uma assinatura muito própria dentro das IPAs modernas: Riwaka é descrito por maracujá tropical, grapefruit e cítrico; Nelson Sauvin por vinho branco, uva, gooseberry e referência a Sauvignon Blanc. Citra, dos Estados Unidos, amplia o campo com citrus, grapefruit, lima, pêssego, melão, lichia e maracujá.

Tecnicamente, uma Double New England/Hazy IPA costuma buscar alto impacto aromático, turbidez, corpo macio e amargor menos seco do que em IPAs clássicas da Costa Oeste. No caso de Possess Me, a expressão DDH — double dry hopped — indica uma lupulagem a frio reforçada, voltada mais à presença de aroma e sabor do que à extração de amargor. A expectativa sensorial, portanto, é de uma cerveja tropical, cítrica e levemente vinosa, com o álcool de 8,8% exigindo integração para não aparecer como calor ou doçura pesada.

A nota pública informada no Untappd é 4.42, baseada em 551 avaliações. Esse número ajuda a ler recepção de público, mas não deve ser tratado como prova técnica de qualidade; ele apenas indica que, dentro da comunidade que avaliou a cerveja, Possess Me foi recebida de forma muito favorável.

Origem & processo

Possess Me é uma cerveja da Brujos Brewing, de Portland, Oregon, Estados Unidos. O estilo confirmado é IPA - Imperial / Double New England / Hazy, com 8,8% ABV. A frase institucional fornecida para a cervejaria é “Crafting Liquid Spells - Portland, Oregon.” A conexão entre o nome Possess Me e a estética de feitiçaria da marca é uma inferência editorial, não um fato declarado nos dados.

Confirmado: Possess Me é uma DDH Imperial Hazy India Pale Ale com Eggers Riwaka, Quantom Nelson from Abstrax, Nelson Sauvin e Citra. Também está confirmado o teor alcoólico de 8,8% ABV. Não há dados confirmados sobre maltes, grãos auxiliares, levedura específica, densidade final, IBU, água ou cronograma de fermentação. Interpretação técnica: em uma Double New England/Hazy IPA, o processo costuma favorecer turbidez estável, textura macia e alta carga de óleos aromáticos de lúpulo, frequentemente por meio de dry hopping intenso e fermentação voltada à preservação de compostos voláteis. Como a descrição declara DDH, é razoável ler a cerveja como orientada à expressão aromática dos lúpulos, não ao amargor incisivo. Expectativa provável a partir dos ingredientes confirmados: Riwaka pode contribuir com maracujá, grapefruit e cítrico; Nelson Sauvin tende a acrescentar vinho branco, uva, gooseberry e um traço de Sauvignon Blanc; Citra pode trazer citrus, grapefruit, lima, pêssego, melão, lichia, floral e maracujá. O Quantom Nelson from Abstrax é confirmado na descrição, mas sem dados técnicos adicionais fornecidos aqui; portanto, não é adequado detalhar sua composição além de associá-lo, de forma prudente, ao eixo Nelson mencionado no próprio nome.

Perfil sensorial

Aromas

A expectativa aromática, considerando os lúpulos confirmados e as percepções registradas, é de maracujá, goiaba, frutas tropicais, grapefruit, citrus e um lado de vinho branco associado ao Nelson Sauvin. Também podem aparecer nuances de abacaxi, pinha, mel leve, floral herbáceo e resina suave, mas isso deve ser entendido como percepção provável, não como promessa sensorial fixa.

Paladar

No paladar, uma Imperial Hazy IPA de 8,8% tende a combinar dulçor de malte suficiente para sustentar a carga de lúpulo, frutado intenso e amargor moderado a firme, porém menos seco do que em uma IPA cristalina de perfil West Coast. A combinação Riwaka, Nelson Sauvin e Citra sugere frutas tropicais, cítrico e uva branca como eixos principais.

Textura

Tecnicamente, o estilo Hazy/NEIPA costuma apresentar corpo macio, sensação aveludada e carbonatação média, com turbidez e densidade aromática. Sem dados de grist, não é possível afirmar uso de aveia, trigo ou outros cereais específicos.

Final

O final provavelmente equilibra doçura residual, cítrico e amargor de lúpulo, com possível persistência de grapefruit, maracujá, vinho branco e resina delicada. O risco, pelo ABV, é o álcool aparecer se a cerveja estiver quente demais ou pouco integrada.

Como beber

Temperatura7–9 °C
TaçaTulipa, Teku ou copo IPA

Fria demais, uma Hazy IPA imperial pode esconder a parte vinosa e tropical dos lúpulos; quente demais, pode evidenciar álcool e doçura. A faixa de 7–9 °C preserva frescor sem apagar camadas aromáticas.

Antes de abrir: Manter em pé, refrigerada e protegida de luz. Se houver sedimento fino, evitar agitação forte; a turbidez do estilo não exige chacoalhar a lata ou garrafa.

No copo: Deve ganhar leitura aromática entre 5 e 15 minutos, quando o frio inicial cede e os compostos de lúpulo aparecem com mais nitidez.

evite: Servir congelando, pois isso reduz a percepção de Nelson Sauvin, Riwaka e Citra.evite: Deixar aquecer demais, já que 8,8% ABV pode se tornar mais evidente.evite: Beber direto da embalagem, porque o perfil DDH depende muito de aroma.evite: Guardar por longos períodos como se fosse uma cerveja de guarda.

Evolução no copo

  1. 0–5 minA cerveja tende a mostrar primeiro o lado mais fresco e direto: cítrico, maracujá e frutas tropicais. A temperatura mais baixa ajuda a manter o álcool sob controle.
  2. 5–15 minÉ a janela mais interessante para leitura aromática. O Nelson Sauvin pode sugerir vinho branco, uva verde e gooseberry, enquanto Riwaka e Citra reforçam grapefruit, citrus e maracujá.
  3. 15–25 minCom mais temperatura, a textura e a base maltada tendem a aparecer. Pode surgir impressão de mel ou fruta mais madura; se houver excesso de aquecimento, o álcool de 8,8% pode ficar mais perceptível.

Harmonização

  • Curry tailandês com leite de coco e frango — A doçura do coco conversa com o tropical da cerveja, enquanto o amargor e o cítrico ajudam a cortar gordura e especiaria.
  • Ceviche de peixe branco com limão, coentro e pimenta moderada — O eixo cítrico da receita encontra o limão do prato, e o perfil de vinho branco do Nelson Sauvin combina com peixe cru e acidez.
  • Tacos de porco desfiado com abacaxi grelhado — A fruta caramelizada acompanha as notas tropicais prováveis, enquanto a carbonatação e o amargor equilibram gordura e molho.
  • Queijo de cabra fresco ou chèvre — A acidez láctica e a textura cremosa do queijo dialogam com o lado Sauvignon Blanc/gooseberry esperado do Nelson Sauvin.
  • Hambúrguer de frango empanado com maionese cítrica — A intensidade da Double Hazy IPA acompanha fritura e gordura, e o cítrico dos lúpulos reforça o frescor do molho.

Para quem é

Combina com quem gosta de
  • Quem gosta de Double Hazy IPA com alta intensidade aromática.
  • Quem procura IPAs com lúpulos neozelandeses, especialmente Riwaka e Nelson Sauvin.
  • Quem aprecia notas de maracujá, grapefruit, uva branca e Sauvignon Blanc em cervejas lupuladas.
  • Quem prefere amargor integrado e textura macia a secura agressiva de West Coast IPA.
Talvez não seja pra você se
  • Quem prefere IPAs cristalinas, secas e muito amargas.
  • Quem evita cervejas de teor alcoólico mais alto.
  • Quem não gosta de perfil tropical intenso ou de notas vinosas de Nelson Sauvin.
  • Quem busca cervejas maltadas, tostadas ou de baixa carga aromática.

Guarda

Ótima agora

Com o tempo: Com o tempo, é esperado que os compostos aromáticos de lúpulo percam brilho: maracujá, citrus e vinho branco tendem a ficar menos nítidos, enquanto doçura, mel e notas oxidativas podem ganhar espaço.

Atenção: Guardar uma DDH Hazy IPA geralmente muda mais do que melhora. O principal risco é perder frescor aromático e ganhar sinais de oxidação.

Armazenamento: Em pé, refrigerada, ao abrigo de luz e com o mínimo de variação térmica.

Riscos de execução

  • Álcool aparente — Em uma Double Hazy IPA de 8,8%, o controle depende de fermentação limpa, corpo suficiente e serviço na temperatura correta; frio moderado ajuda a conter calor alcoólico sem apagar aroma.
  • Doçura excessiva — O amargor e a carga aromática dos lúpulos tendem a equilibrar a base maltada, mas sem dados de densidade final não é possível afirmar o grau de secura.
  • Saturação vegetal ou herbácea no dry hopping — DDH aumenta impacto aromático, mas também exige cuidado para evitar aspereza vegetal. A presença de lúpulos aromáticos como Riwaka, Nelson Sauvin e Citra sugere intenção de enfatizar fruta e cítrico.
  • Oxidação do perfil de lúpulo — Hazy IPAs muito lupuladas são sensíveis a oxigênio. Armazenamento refrigerado, consumo fresco e proteção contra luz ajudam a preservar frutas tropicais e cítrico.
  • Falta de integração entre fruta tropical, vinho branco e resina — A combinação de lúpulos pode ser muito expressiva; o equilíbrio depende de proporção, momento de adição e base da cerveja. O objetivo técnico é sobrepor camadas sem transformar tudo em ruído aromático.

Se você conhece…

  • Double New England IPA— Possess Me se encaixa no campo das Double NEIPAs pelo ABV alto, turbidez esperada, textura macia e foco em dry hopping intenso. A diferença está no recorte de lúpulos, com forte presença de variedades associadas a maracujá, grapefruit e vinho branco.
  • IPA de perfil neozelandês— A presença confirmada de Riwaka e Nelson Sauvin aproxima a cerveja de uma leitura neozelandesa: menos pinho clássico americano e mais fruta tropical, uva verde, gooseberry e Sauvignon Blanc.
  • West Coast Double IPA— Em relação a uma West Coast Double IPA, a expectativa aqui é de menor secura cortante, menos limpidez e maior sensação de corpo, com amargor mais integrado à fruta.

Linha do tempo

CervejariaBrujos Brewing, Portland, Oregon, United States
Estilo confirmadoIPA - Imperial / Double New England / Hazy
Teor alcoólico8,8% ABV
Processo declaradoDDH, ou double dry hopped
Lúpulos e produtos declaradosEggers Riwaka, Quantom Nelson from Abstrax, Nelson Sauvin e Citra
Recepção pública informada4.42 no Untappd, com 551 avaliações

O ritual

Abra com calma. Sirva pouco. Espere. A cerveja muda no copo — e é aí que ela conta a história dela.

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