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Adieu Adieu

Adieu Adieu: a Triple Hazy IPA da Monkish construída em torno do Citra

Adieu Adieu · Monkish Brewing Co. · Torrance, CA, United States

“Cítrica, tropical e densa, com expectativa de tangerina, grapefruit, melão e final amargo moderado para sustentar o corpo.”

IPA - Triple New England / Hazy
10.20%ABV
4.55Untappd
citrus tropicaltangerinagrapefruitlaranjamelãofloralresinapão de trigocorpo densoamargos nobles
Leitura RBB

Na real, Adieu Adieu é uma leitura extrema de Hazy IPA: não tenta ser delicada, mas precisa parecer coesa apesar dos 10,2% ABV. O interesse está menos na força em si e mais em como o Citra se comporta quando colocado no centro da receita.

Sobre a cerveja

Há cervejas em que a ficha técnica explica quase tudo: estilo, teor alcoólico, lúpulo dominante, técnica de lupulagem. Adieu Adieu é uma delas — mas só até certo ponto. Confirmadamente, trata-se de uma IPA - Triple New England / Hazy, com 10,2% ABV, produzida pela Monkish Brewing Co. em Torrance, Califórnia, e descrita pela própria cervejaria como uma DDH Triple IPA “saturated with Citra hop goodness”. O dado central, portanto, é claro: a cerveja foi desenhada em torno do Citra e da saturação aromática típica de uma dupla adição de dry hop.

Tecnicamente, uma Triple New England IPA costuma operar em uma zona de risco: muito lúpulo, muito extrato, álcool elevado, turbidez, corpo macio e amargor menos cortante do que em IPAs clássicas da Costa Oeste. A dificuldade é manter tudo isso em equilíbrio. Em uma cerveja de 10,2%, o álcool pode aparecer como calor; a doçura residual pode pesar; a carga de lúpulo pode gerar adstringência ou sensação vegetal. A promessa do estilo não é apenas intensidade, mas integração.

O Citra, lúpulo confirmado nos dados, ajuda a entender a direção provável da Adieu Adieu. Como variedade norte-americana de uso duplo, com alfa-ácidos geralmente na faixa de 10–15%, ele pode contribuir tanto com amargor quanto com aroma. Seu repertório técnico inclui citrus, grapefruit, peach, melon, lime, floral, gooseberry, passion fruit e lychee. No contexto de uma Hazy Triple IPA, é razoável esperar que essas notas apareçam em uma leitura mais suculenta e densa, menos seca e resinosa do que numa IPA tradicional.

A nota pública de 4,55 no Untappd, baseada em 2.862 avaliações informadas nos dados, deve ser lida como indicador de recepção, não como prova sensorial ou qualidade objetiva. O que os dados confirmam com mais segurança é a arquitetura: Monkish, Triple Hazy IPA, 10,2%, DDH, Citra. A partir daí, a leitura técnica aponta para uma cerveja de alta intensidade aromática, corpo cheio e equilíbrio difícil — exatamente o tipo de rótulo que faz sentido beber com calma, em menor quantidade, prestando atenção à evolução no copo.

Origem & processo

Confirmado: Adieu Adieu é produzida pela Monkish Brewing Co., uma pequena cervejaria e tasting room de Torrance, na região de Los Angeles, Califórnia, descrita como dedicada a cervejas “Belgian-ish” e “IPA-ish”. O nome “Adieu Adieu” sugere, como leitura não declarada pela cervejaria, uma duplicação da ideia de despedida; não há dado confirmado aqui sobre homenagem, série específica ou significado oficial do nome.

Confirmado: a cerveja é uma DDH Triple IPA com foco em Citra. DDH, ou Double Dry Hopped, indica uma estratégia de dry hopping mais intensa, normalmente voltada a aumentar presença aromática e sensação de saturação de lúpulo sem depender apenas de amargor de fervura. Confirmado também: o estilo informado é IPA - Triple New England / Hazy e o teor alcoólico é 10,2% ABV. Confirmado pelo acervo técnico fornecido: Citra é um lúpulo norte-americano de uso duplo, com alfa-ácidos geralmente entre 10–15%, beta-ácidos entre 3–4,5% e perfil associado a citrus, grapefruit, peach, melon, lime, floral, gooseberry, passion fruit e lychee. Isso não significa que todos esses descritores estejam necessariamente presentes na taça; significa que, tecnicamente, são contribuições plausíveis desse lúpulo quando usado em receita. Interpretação técnica: uma Triple New England / Hazy IPA costuma buscar turbidez estável, corpo macio, baixa aspereza de amargor e alta expressão de lúpulo no aroma. Não há dados confirmados sobre maltes, grãos, levedura, adjuntos, uso de aveia ou trigo, regime de fermentação ou forma específica do Citra utilizada. Qualquer associação com base proteica, levedura produtora de ésteres ou técnicas de biotransformação deve ser tratada apenas como possibilidade do estilo, não como fato desta cerveja.

Perfil sensorial

Aromas

Com base no Citra confirmado e nos sabores percebidos fornecidos, a expectativa sensorial provável passa por citrus tropical, tangerina, grapefruit, laranja e melão, com possível camada floral. Tecnicamente, o Citra também pode contribuir com lima, pêssego, maracujá, lichia e gooseberry, embora esses descritores não estejam confirmados especificamente na Adieu Adieu.

Paladar

A leitura provável é de fruta cítrica madura e tropical em primeiro plano, com tangerina, grapefruit e laranja sustentando a parte mais evidente. A presença percebida de resina e amargos nobres sugere que o amargor pode funcionar como contraponto ao corpo alto, sem necessariamente assumir o perfil seco e agressivo de uma West Coast IPA.

Textura

Como Triple New England / Hazy IPA a 10,2%, tecnicamente tende a apresentar corpo denso e macio. Os dados de sabores percebidos também mencionam corpo denso e pão de trigo; isso sugere uma sensação de boca cheia, com possível impressão de massa clara ou cereal macio, mas sem confirmação de uso de trigo na receita.

Final

O final provavelmente combina persistência cítrica, doçura residual moderada a alta e amargor de sustentação. Em uma cerveja desse porte, o ponto crítico é o álcool: a melhor leitura é esperar aquecimento discreto e integrado, não neutralidade alcoólica absoluta.

Como beber

Temperatura8–10 °C
TaçaTulipa, Teku ou taça IPA

Fria demais, a cerveja tende a esconder nuances de Citra e acentuar apenas carbonatação e dulçor; quente demais, pode evidenciar álcool e peso. A faixa de 8–10 °C costuma favorecer IPAs fortes e aromáticas.

Antes de abrir: Manter refrigerada e em pé. Abrir fria, servir com cuidado e evitar agitação excessiva, especialmente por ser uma Hazy IPA com alta carga de lúpulo.

No copo: Deve ganhar leitura aromática após alguns minutos, quando a temperatura sobe ligeiramente. Depois de 20–25 minutos, o álcool e o dulçor podem ficar mais evidentes.

evite: Servir gelada demais, a ponto de apagar aroma e texturaevite: Beber direto da lata ou garrafa se a intenção for perceber o dry hoppingevite: Agitar antes de servirevite: Deixar esquentar demais no copoevite: Tratar a nota de aplicativo como garantia sensorial

Evolução no copo

  1. 0–5 minA leitura tende a ser mais direta: cítrico intenso, carbonatação mais aparente e álcool ainda contido pela temperatura baixa. É a janela em que a sensação de frescor costuma favorecer o Citra.
  2. 5–15 minA cerveja provavelmente abre melhor: tangerina, grapefruit, melão e notas florais podem ganhar definição. A textura densa fica mais clara, e o amargor começa a aparecer como estrutura.
  3. 15–25 minO corpo e o teor alcoólico tendem a se mostrar mais. Se a execução estiver bem integrada, a fruta permanece à frente; se não, a doçura residual e o calor alcoólico podem ocupar mais espaço.
  4. 25 min ou maisEm Triple Hazy IPAs, essa janela pode ser menos favorável: oxigenação, aquecimento e perda de volatilidade aromática podem reduzir brilho de lúpulo e aumentar a sensação de peso.

Harmonização

  • Frango frito com molho cítrico ou picante — A carbonatação e o amargor ajudam a cortar gordura, enquanto o perfil de tangerina e grapefruit conversa com acidez e pimenta.
  • Tacos de peixe com manga, coentro e limão — A estrutura cítrica e tropical esperada no Citra complementa frutas e ervas, enquanto o corpo alto sustenta a intensidade do prato.
  • Costelinha suína glaceada com laranja — A doçura da carne e do glaze encontra correspondência no corpo denso da cerveja, e o amargor ajuda a impedir que o conjunto fique enjoativo.
  • Queijo azul cremoso ou gorgonzola dolce — A intensidade aromática e o álcool encaram o sal e a gordura do queijo; o contraste entre mofo azul e fruta cítrica pode funcionar muito bem.
  • Curry tailandês amarelo ou vermelho, de picância moderada — Notas tropicais e cítricas tendem a complementar leite de coco, especiarias e ervas, mas a picância deve ser moderada para não amplificar o álcool.

Para quem é

Combina com quem gosta de
  • Quem gosta de Triple New England IPA com corpo alto e lúpulo em primeiro plano
  • Quem procura IPAs centradas em Citra, especialmente com perfil cítrico e tropical
  • Quem aprecia cervejas densas, aromáticas e de alto teor alcoólico, servidas com calma
  • Quem prefere amargor integrado a uma estrutura suculenta, em vez de secura agressiva de West Coast IPA
Talvez não seja pra você se
  • Quem prefere IPAs secas, límpidas e muito amargas
  • Quem evita cervejas acima de 10% ABV
  • Quem se incomoda com corpo denso ou turbidez
  • Quem busca uma cerveja leve para beber em volume

Guarda

Ótima agora

Com o tempo: Com o tempo, a tendência em uma DDH Hazy IPA é perda de brilho aromático, redução de citrus fresco e maior percepção de dulçor, álcool e notas cansadas de lúpulo.

Atenção: Guardar não necessariamente melhora. O principal risco é perder exatamente o que define a cerveja: a expressão aromática do Citra e a sensação de frescor do dry hopping.

Armazenamento: Em pé, refrigerada, ao abrigo de luz e variação de temperatura.

Riscos de execução

  • Álcool aparente demais — Em uma Triple IPA de 10,2%, integração depende de fermentação limpa, corpo suficiente e equilíbrio entre dulçor, amargor e aroma. A temperatura de serviço também influencia muito a percepção de calor.
  • Doçura excessiva e final pesado — O amargor do Citra, a carbonatação e um final bem ajustado tendem a funcionar como contrapeso. Em Hazy Triple IPAs, o desafio é manter densidade sem sensação xaroposa.
  • Hop burn ou adstringência de lúpulo — Cargas altas de dry hop podem gerar sensação áspera ou vegetal. Tempo de contato, separação de matéria vegetal e maturação curta, mas suficiente, ajudam a suavizar essa borda.
  • Oxidação rápida — IPAs muito lupuladas são sensíveis a oxigênio. Controle de envase, cadeia fria e consumo fresco são decisivos para preservar citricidade e evitar notas apagadas ou adocicadas.
  • Aroma saturado sem definição — Usar um lúpulo central como Citra pode dar foco aromático, mas a receita precisa evitar que intensidade vire massa indistinta de fruta e dulçor.

Se você conhece…

  • Double New England IPA— Adieu Adieu segue a mesma lógica de turbidez, maciez e dry hopping intenso, mas o grau Triple e os 10,2% ABV elevam corpo, álcool e risco de doçura residual.
  • West Coast Triple IPA— Enquanto uma West Coast Triple IPA tende a valorizar limpidez, secura e amargor mais firme, a leitura New England/Hazy costuma buscar textura mais cheia, fruta mais suculenta e amargor menos cortante.
  • Single-hop Citra IPA— Não há confirmação de que Adieu Adieu use apenas Citra, mas a descrição oficial coloca esse lúpulo no centro. A diferença principal é a escala: aqui o Citra aparece em uma base mais alcoólica e saturada.

Linha do tempo

OrigemMonkish Brewing Co., Torrance, Califórnia, United States
Estilo confirmadoIPA - Triple New England / Hazy
Teor alcoólico confirmado10,20% ABV
Técnica declaradaDouble Dry Hopped (DDH)
Lúpulo confirmadoCitra
Recepção pública informada4,55 no Untappd, com 2.862 avaliações

O ritual

Abra com calma. Sirva pouco. Espere. A cerveja muda no copo — e é aí que ela conta a história dela.

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